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riscos_e_rabiscos

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Há com cada uma… ou duas… ou três!

 
Hoje o dia começou logo do melhor!
Comecei por ir fazer o meu penso, como é hábito. Acordei, arranjei-me e quando precisei da ajuda da minha mãe por causa da compressa, cadê ela?! Esperei, esperei, esperei, e quando já estava decidida a pedir ao Bóbi que me tirasse a compressa com os dentes, aparece ela!
“Ó mãe, então não sabes que eu tenho o penso marcado para as 9.40?”
“Tens? Mas eu só fui ao pão…” Eram prai 9.10. Lá me fez a higiene do local e trocou a compressa e eu voei até à paragem do autocarro. Salvo seja!
 
Malditas obras! Está tudo em obras. Uma pessoa cheia de pressa e tem de andar a fazer gincana rua abaixo que depois termina na passadeira mas ao lado!
O que vale é que a camioneta não demorou muito a chegar. Entrei, alapei-me e quando estou a chegar à rotunda do metro… Epá, não acredito! Um sacanóides tinha a carripana estacionada em segunda fila numa rua estreitíssima e por onde passa o trânsito todo!!! E o mais giro foi que o gajo veio ver o carro algumas 3 vezes mas não foi para o tirar dali, não. Era para ver se a camioneta passava sem lhe fazer nenhum risco. O pessoal da camioneta começou a acenar-lhe, a fazer-lhe gestos obscenos e a descompô-lo. Não sei se por medo de ficar sem espelho ou com algum risco no carro ou por medo de ser linchado pelo pessoal, decidiu-se a ir buscar as chaves do carro.
Depois queria entrar pela porta do condutor… DUH!!! (Ó trengo, não vês que não passas por aí? A não ser que sejas da grossura de uma agulha!)
 
Chegou a hora de ir para a escola. Decidi que iria experimentar transportes novos pois já tinha visto a paragem na rua debaixo. Só não sabia qual o lado que se apanha para vir para casa pois estes, geralmente, andam ao contrário.
Eis senão quando o condutor me diz “ah mas não se pode passar por essa rua agora… está fechada porque estão a fazer obras numa vivenda…” Estúpida, idiota! Quem te mandou armar em esperta?!
Conclusão: o motorista deixou-me em cascos de rolhas no meio de vivendas (é só o que aquela zona tem!), consegui apanhar boleia num táxi, graças a uma homónima boa samaritana (ainda há gente simpática e prestável) e consegui chegar só 2 ou 3 minutos atrasada. Ufa! Até fiquei cheia de calor e cansada de novo!
 
Fui dar a minha última aula e sou recebida com “não pode chegar a esta hora… é que eu ainda tenho de ir para outro lado”. Hã?!? Desculpe?!? Quem é você?!? Certamente não é o Dr. Xpto…
“Desculpe, mas quem é?”, perguntei eu com o meu sorriso pepsodente (mais vale ter uma pra dar do que duas para levar!). “Sou a professora de música”. Ah, tá tudo explicado… ou não. “Mas olhe que eu também venho de outro lado para aqui. Não estive a brincar…”. Há com cada uma… Até os putos estavam estupefactos com a atitude da brutamontes.
“Mas a prof. de música já dava aqui aulas o ano passado?”, perguntei eu, “Não, é nova.” Glup! Grrr! E Arfs! E comecei a dar a minha aula, ainda incrédula, indignada e atordoada com o que me acontecera.
A S. já me tinha dito que foi lá à sala dela buscar uma menino e que a brutamontes tinha sido malcriada para ela. Ora eu que não posso com gente que tem o rei na barriga e acha que é mais que os outros, confidenciei à S. que iria contar o sucedido ao director.
E assim fiz. Eu coloquei aquele meu ar de ingénua, dissimulada e delicodoce e com muito jeitinho contei o que se passara ao director. Ele disse que iria falar com ela e que ela tinha agido assim por “falta de experiência”. Vamos ver no que dá. Já sabem que se eu não aparecer por aqui é porque a brutamontes me fez a folha. É que ela é mesmo rude e bruta.
 
Dirigi-me à paragem do autocarro e esperei. Esperei. Esperei mais um bocadinho… Passou um carro com um aluno meu do ano passado que me fez adeus e eu retribui. Esperei. Chegou mais outra pessoa à paragem. Esperei. E assim se passaram 40 minutos. Sim, 4-0, quarenta minutos! E o autocarro não passou. Descobri depois que era por causa da tal rua que estava em obras por causa da vivenda. Raios partam as vivendas mais as obras!!!
Vi-me obrigada a ir apanhar o bus do outro lado que me fez obrigar apanhar o mesmo bus que apanho mas noutra paragem. Confuso? É que ali não há nada a não ser vivendas e zona industrial. Sair dali? Só de bus ou de carro!!!
 
Last but not least… Fiquei atordoada com o caso da mãe de Viseu que assassinou os filhos. É preciso chegar-se a tal estado de desespero, de loucura que se ache que a solução passa por matarmos os nossos filhos para os salvarmos deste mundo sem esperança e depois acabarmos com a nossa vida. Acredito que o ser humano tem estes devaneios, estas loucuras momentâneas que nos toldam a razão e o bom senso. Se ela tivesse sobrevivido, certamente não saberia explicar o porquê de tal atrocidade.
Afinal, nós também somos animais e agimos instintivamente como eles…